Olá meus amores, tudo bem?
Todos os meses, eu e um grupo de amigas fazemos um post fotográfico sobre algum tema de interesse do mês. Por alguns problemas das outras blogueiras, neste mês somente eu e minha companheira fiel Josielma Ramos iremos fazer, e tenho certeza que ambos serão posts muito legais, com visões diferentes sobre o mesmo tema. Então vamos conferir?
Consciência Negra
Eu vi vários protestos no Facebook sobre, não deve existir um dia de consciência negra e sim 365 dias de consciência humana. Eu concordo em partes. Concordo que deva existir 365 dias de sanidade, 365 dias de humanidade , 365 dias de amor, 365 de respeito. Porém, ainda acho que o dia 20 de novembro deva ser comemorado em homenagem ao aniversário de morte do Zumbi ,conhecido como líder dos Palmares.
Essa data faz parte da nossa história, assim como a proclamação da República, a Revolução Constitucionalista, a Independência. Então não vejo porque, não deva ser lembrado, comemorado e aclamado. Em muitos locais do Brasil, durante essa semana, estão ocorrendo várias apresentações e palestras de grupos de divulgam a cultura afro-brasileira, então vale a pena dar uma conferida.
Agora, deixo com vocês, algumas fotos que fiz de um grupo de cultura afro que se apresentou em Ribeirão Preto, na reinauguração do Museu do Café nesta mesma cidade. Junto com trechos de uma música que eu considero maravilhosa, que você pode ouvir aqui.
Raiz de Kunta Kinte
Negro correu do chicote
Prá quilombo dos palmares
Negro gritou liberdade
E fez eco pelos ares
Negro escutou as batidas
dos tambores de zumbi
que cruzou terras e mares
e chegou até aqui
Já nascia na senzala
Quem tinha pele de cor
O negro era privado
De amar e ter amor
Negro cor da madrugada
Raiz de Kunta Kintê
Galopa na esperança
De ganhar pão prá comer
Negro, negro, negro, negro
Negro, negro, negro
Negro, negro, negro
Quem lhe trouxe para cá?
Negro, negro, negro
Negro, negro, negro, negroooo
Não lhe dê o direito de escolher
Nem de sonhar
Cê tá vendo essa mãos
E esses calos da enxada?
Veja só as minhas costas
Marcada por chicotadas
Cicatrizes tão profundas
De correntes em meus pés
Pelos elos dos grilhões
Que quebrei com minha fé
Já nascia na senzala
Quem tinha pele de cor
O negro era privado
De amar e ter amor
Negro cor da madrugada
Raiz de Kunta Kintê
Galopa na esperança
De ganhar pão prá comer
Negro, negro, negro, negro
Negro, negro, negro
Negro, negro, negro
De outras terras de outro mar
Negro, negro, negro
Negro, negro, negro, negrooooo
Hoje conquistou seu espaço, seu lugar.
Então meus amores, acho que este tema daria posts e posts ainda. Existem n questões históricas e humanas, que não caberiam em único post a ser falado. Mas minha mensagem, é que respeite as pessoas. Nunca vou conseguir entender como alguém consegue menosprezar alguém pela cor, pelo tipo de cabelo, pela opção sexual. Não faz sentido para mim. E se você é negro ou negra, não tenha vergonha de ser o que é. Um super beijo e até o próximo post.
E ó, não se esqueçam de ir conferir o post da minha amiga Josielma Ramos que tenho certeza que estará incrível.
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